domingo, 26 de setembro de 2010

Amanhã, estou de mudança para Telford, UK. Podem tirar um gajo do Barreiro mas não conseguem tirar o Barreiro do gajo.

Uma das minhas músicas favoritas para celebrar:

domingo, 19 de setembro de 2010

Hoje acordei nostálgico.

Às vezes somos separados das pessoas que fazem o brilho da nossa vida: Famíliares, amigos, amores. Se o brilho é verdadeiro, passam a ser estrelas e a brilhar no nosso céu, até que os reencontramos e esperamos que não sejam como cometas, fugidios, que voltem a desaparecer de nós.


sábado, 18 de setembro de 2010

Quando perdemos a esperança!

Quando perdemos a esperança, lutamos ou morremos. Os que lutam, muitas vezes vêem-se confrontados com existência do divino dentro de si mesmos.

Não sei se Deus existe, mas às vezes...


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Croatian Rhapsody

Descobri recentemente a música genial de um compositor chamado Tonci Huljic, apresentada de forma magistral por um pianista extraordinário chamado Maksim Mrvica. Não é música clássica, é Cross-Over, é moderno, quase radical e uma inspiração para estes tempos novos do milénio que estamos a iniciar e do qual estamos a terminar o primeiro centésimo. A história pessoal do pianista é comovente, tendo crescido no meio da guerra que assolou a antiga Federação Jugoslava e que teve na sua cidade natal de Sibenik um dos principais palcos e cenário dos maiores bombardeamentos e barbaridades bélicas. Apesar de, ou devido a, três anos sob as bombas, Maksim não deixou de se converter num dos maiores artistas da actualidade e nos conseguir comover com exemplos de virtuosismo que estão acessíveis a quem quer que faça uma simples busca no youtube.

Esta introdução pode levar a pensar que no fim das férias, tendo regressado nostálgico, me vou dedicar a atacar os malefícios da guerra e a espicaçar os espíritos com o relato das atrocidades que se vão passando por este mundo fora. Não, nada disso. O que a música de Mrvica e Huljic me trouxe ao espírito foi a percepção da total incapacidade que tenho de perceber o futuro que quero para a Europa. E eu, sendo cidadão da Europa e, ainda por cima, não me considerando um dos mais ignorantes sobre a evolução política deste Continente nas últimas duas décadas, sinto-me perplexo com a dificuldade que tenho em assumir se defendo uma Federação ou uma União para a Europa.

Histórias como a da Jugoslávia e de outras federações que tentaram conjugar politicamente povos com origens culturais distintas, ao longo da história, acabaram mal por falta de espaço para que entidades culturais solidamente definidas fizessem o seu perurso lado a lado sem que uma delas eventualmente se considerasse dominante e a coisa acabasse por correr mal.

Sei que há quem não tenha dúvidas de que a Federação é o melhor caminho para a União Europeia, mas parece-me que nos falta a homogeneidade cultural, (ou de falta de definição cultural), dos Estados Unidos da América para que possamos replicar, neste Continente, com sucesso, uns Estados Unidos da Europa. O sonho musical de Beethoven de uma irmandade humana aparece-me contrastado pela Rapsódia Croata que nasce do fim da Jugoslávia.

Penso que os Europeus ainda não estão preparados para uma Federação. Por mais que eu acredite na igualdade, fraternidade e solidariedade entre os homens, custa-me cada vez mais a acreditar que a maioria dos Europeus partilhe desta mesma receita. A solução que a França tomou recentemente relativamente aos Ciganos de origem Romena foi apenas mais um dos factos que me confirmou o receio, que há bastante se vinha instalando em mim, de que a Federação Europeia se venha a tornar o catalisador das ideossincrasias xenófobas intra-continentais que falta para que se manifestem as atitudes que levaram aos mil anos de intermináveis guerras entre os povos da Europa que se seguiram à queda do Império Romano.

A pose dos iluminados que nos querem impor uma Federação a todo o custo, nem que seja de forma dissimulada aumenta ainda a minha preocupação, porque me parece que há quem queira fazer a coisa pela calada e sem ouvir os destinatários do sistema que querem implantar, parecendo que apenas se preocupam com a posição política de uma qualquer elite transnacional que vai depois reger todos os povos da Europa sob a bandeira da falta de representatividade e equidade.

Custa-me a entender que, não tendo o Euro sido até agora aceite como moeda única por todos os países que fazem parte da União, se procure fazer avançar o sistema político, através de estratagemas como o do Tratado de Lisboa, em direcção a uma federação não sufragada pelos cidadãos desta Europa que ainda vive episódios como os do País Basco e da Irlanda do Norte.

Enfim, vou continuar a ouvir o fantástico Croata, que aceito como irmão Europeu e a recusar-me a aderir ao acordo ortográfico Luso-Brasileiro, porque, como penso que Portugal não é o Brasil, também estou com dúvidas de que nós façamos, de facto, parte desta Europa a que nos estão a querer moldar.

Por favor ajudem-me a esclarecer a minha dúvida e lancem um debate alargado sobre a Federação/União Europeia, preciso de me sentir esclarecido, se há quem já esteja, por favor ajude-me.

Boa reentrada, (rentrée é francês),

Pedro Estadão in Jornal Rostos

Cá estamos nós outra vez!

Hoje, tentei entrar num blogue antigo para lá introduzir um texto. Uma complicação informática relacionada com uma troca de letras levou a que não conseguisse. Como não tenho grande paciência para resolver estas trapalhadas, decidi ser mais rápido iniciar um blogue novo que continuar um dos antigos. Por fim, acabou por me parecer excelente ideia começar de novo, tipo tábua-rasa, vamos a ver o que é que resulta daqui.

Como sempre, os que já me conhecem, sabem que aqui vou re-publicar os meus artigos do jornal Rostos Online, e publicar outros textos que não me pareçam matéria de crónica jornalística, para além disso vou historiar um pouco dos meus interesses e das minhas ideias, que costumam ser um bocado fora da caixa porque tenho uma forma especial de formular raciocínios invulgares e provocar no leitor reacções cogitivas.

No dia em que inicio este blog andei pela rede à procura dos meus blogues antigos e dei de caras com a mais interessante das situações: descobri que sou citado em diversos blogues brasileiros e um dos autores até me apelidou de "o comunicador português Pedro Estadão". Bem... Não sei se isso quer dizer alguma coisa, mas, já que me enfiaram o apelido, só me resta meter mãos à obra e voltar a comunicar.

Um grande abraço para todos os que me querem bem e um manguito para os que me querem mal, são os desejos deste autor.

Barreiro, 7 de Setembro de 2010

Pedro Estadão